quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Assimilando as mudanças


Por incrível que pareça 2009 ainda não acabou. Falta um pouquinho ainda. E nos últimos dias ele se transformou totalmente pra mim. Tudo o que não aconteceu o ano inteiro aconteceu nos últimos dias.

Estou muito feliz com as oportunidades que estão se abrindo na minha vida, e um pouco nervosa, ansiosa, afinal a mudança é muito grande.

Daqui a pouquinho eu volto aqui para explicar melhor, mas por hora eu deixo a letra da música Tudo Novo de Novo, do Moska.

Inté,

Frô



Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Malhe seu chefe

Orelha de chefe deve arder sempre. Todo mundo que eu conheço tem alguma coisa pra reclamar do chefe. Outro dia uma amiga comentou que não importa onde você trabalhe, nunca terá um chefe perfeito.

Lembro que um ex chefe que falava que achava saudável os funcionários falarem mal dele no happy-hour, que era uma forma de liberar o estresse e voltar para o escritório no outro dia mais calminho e que ele mesmo já tinha falado mal do chefe.

Comento este assunto porque achei um espaço na Você S/A que se chama "Malhe seu chefe". Hilário. Quer dizer, quase sádico. Acho que também é uma forma de compartilhar com outras pessoas o que passam com os chefes, trocar idéias e desabafar. Acredito que a iniciativa é extremamente válida já que também se encontram dicas de como lidar com situações de "saia-justa".

Passei lá e separei algumas atitudes que os chefes tem por aí e coloquei aqui no morando:

- Chefe que manda e-mails com dicas de "gurus de RH" sem perceber que nem ele cumpre nenhum dos requisitos; (haha, já vi esse)

- Chefe que muda as regras do trabalho a cada semana; (sério? tem chefe que faz isso? haha)
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- Chefe é extremamente detalhista e fala tudo nos mínimos detalhes e acaba prolongando demais reuniões e as tornando improdutivas. (também é novidade pra mim)

... e muitas outras. Vale passar lá pra ver. Tanto que essa aqui de baixo vou transcrever na íntegra porque tem gente que acha mesmo que o nosso ouvido é pinico:

"...Estava eu em mais um dia de trabalho em um escritório de contabilidade, muito resfriado e indo varias vezes ao banheiro para assoar meu nariz, mas o fato deu estar resfriado não agradou o meu chefe, depois de ter ido ao banheiro assoar meu nariz eu me sentei na minha mesa para continuar as minhas tarefas quando meu chefe olhou para mim e disse: John, papel higiênico é para limpar a bunda e não assoar o nariz. Traga um lenço da sua casa!!!"

I-na-cre-di-tíiiii-vel! Pior que tem muita gente assim.

Bom, a solução é juntar a galera pra tomar cerveja e desabafar, mas com limite, né galera? Depois parar de reclamar e arregaçar as mangas, porque gente que só reclama ninguém merece!

Agora passa lá nos comentários e conte uma história engraçada que aconteceu "com uma amiga sua".

Beijos,

Frô.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Efeitos do suco de mato


Coff, coff... que poeira tá isso aqui. Tenho que passar aqui com mais frequência.

Uma historinha rápida do fim de semana. Fui fazer um bate-volta na praia em pleno feriado com minhas amilgas. Apesar de São Pedro não ter colaborado muito, me diverti horrores. Sabe aquelas amigas que só a companhia já faz bem?

Bom, o fato é que estávamos na praia e minha amiga pediu um suco de tangerina. O garçom trouxe um suco de tangerina com clorofila (????). Devido à simpatia gostosura do garçom, decidimos provar o tal suco de mato, mas não aprovamos - o suco realmente tinha gosto de grama (deixando claro que eu suponho que ele tenha gosto de grama, pois eu nunca comi grama). Enfim, mais por sede do que por convicção, acabamos terminando o tal suco.

Minutos depois começamos a ver os efeitos - parecia tóxico. Começamos a falar uma besteira atrás da outra. Mas algumas idéias que surgiram dessa experiência alucinógena podem ser úteis à humanidade:

- Podíamos tatuar o nosso telefone na barriga, em letras garrafais, assim ia ficar mais fácil na hora da paquera para dar o número para algum gatinho (idéia brilhante após ver um cidadão com uma data tatuada na barriga - fala sério).

- Melhor ainda, poderíamos tatuar o nosso CPF, assim ficaria mais fácil na hora de pedir a nota fiscal paulista.

- Taí um novo jeito de evitar picada de pernilongo: é só ficar pulando, assim eles não conseguem te acertar.

- Acabou o seu shampoo e você cansou de usar aquele sabonete verde que acaba com seu cabelo? Tente usar o rosa, o branco ou o amarelo - cada um deles age de forma diferente nos fios.


E por aí vai... risadas garantidas para todo o feriado.

Vai um suco de mato aí?

Inté,

Frô.

* Só como curiosidade, tem gente que toma sim suco de mato. O suco de clorofila, ou de "grama de trigo" faz bem à saúde (aqui tem um artigo interessante). As bobagens que falamos após o suco fazem parte do nosso dia-a-dia: com ou sem suco de mato.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ninguém sabe o duro que ele deu

Post atrasado (eu estava na Argentina, tema para outro post), mas ainda em tempo. Domingo passado fui no show "Tributo ao Wilson Simonal" com os filhos dele, Simoninha e Max de Castro.
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O show foi excelente. Eu sei mais músicas do Simonal do que eu achei que sabia. Os meninos mandaram bem (o Simoninha suuper bem) em sucessos como Sá Marina, Vesti Azul, Nem Vem Que Não Tem, Carango, Meu Limão Meu Limoeiro, País Tropical, Tributo ao Matin Luther King, Que Maravilha, Mamãe Passou Açúcar em Mim, Zazueira, Menininha do Portão e vários outros.
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O que eu acho curioso na história do Simonal é que muita gente não gosta dele sem saber o que aconteceu. Ou pior: muita gente nem o conhece, devido ao ostracismo que a mídia o colocou. Simonal foi um cara cheio de talento que cometeu erros sim, mas foi importante para a história da nossa música e acho que todos deveriam conhecer. Sugiro assistir ao documentário "Wilson Simonal: ninguém sabe o duro que dei", um filme ótimo e neutro, sem tomar partido de ninguém.
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Deixo aqui a letra de uma das músicas dele que mais gosto, a "Nana":
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Esta noite quando eu vi Nana
Vi a minha deusa ao luar
Toda noite eu olhei Nana
A coisa mais linda de se olhar
Que felicidade achar enfim
Essa deusa vinda só pra mim
Nana
E agora eu só sei dizer
Toda minha vida é Nana
É Nana
NANA Simbor'a
Esta noite dos delírios meus
Vi nascer um outro amanhã
Meio dia com um novo sol
Sol da luz que vem
De Nana
Adorar Nana é ser feliz
Tenho a paz no amor
E tudo o que eu quis
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nana

Simoninha e Max no show de Tributo ao Wilson Simonal

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O que não se vê nas fotos

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Voltei de viagem. Tive uma excelente experiência, como acredito ser em todas as viagens. Viajar te abre a mente, te acrescenta bagagem pessoal, te adiciona conhecimento de outras culturas. Eu realmente adoro viajar.
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A impressão que eu tive dessas duas grandes cidades da Espanha (Madri e Barcelona) é que os espanhóis aproveitam a vida. Aproveitam os dias ensolarados, bebem vinho, gostam de conversar, de uma boa comida, de festa, de bares, bohemias, siestas, amores... boa vida. E em Barcelona ainda tem a praia, aquele clima de verão, mesmo com aquele ventinho gelado batendo no rosto.
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Claro, dei uma de turista sim. Fui ver o que tem de mais bonito nas cidades - parques, prédios, arte, arquitetura e restaurantes. Mas experimentei mais que isso: com uma ajudinha da internet já tinha trocado alguns e-mails com moradores locais, que conheci pessoalmente e que foram muito receptivos, me mostrando a visão deles das cidades e o que mais gostam.
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Tem mais coisas também que não sairam nas fotos: trabalhei bastante, de fazer bolhas nos pés. Comi muuuito bem: eu adoro frutos do mar e na Espanha eles ganham outro sabor. Saí, curti, andei muito pelas ruas, entrei e saí das estações de metrô várias vezes, pratiquei meu portunhol e trouxe muitas lembranças da viagem. A volta foi um pouco conturbada, meu vôo estava com overbooking e quase que tenho que ficar mais um dia (o que não seria tanto sacrifício assim... haha) e extraviaram a minha bagagem, mas garantiram que ela está bem em Madri e mandou lembranças, e que amanhã volta pra casa.
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Pra vocês que passam por aqui só dá pra mostrar mesmo as fotos. Pra quem quiser ver um pouco mais, recomendo a viagem.


Na praia em Barcelona e na praça em frente ao Palácio Real em Madri.
Mais fotos no meu orkut.
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Até a próxima experiência,
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Frô.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Indo


Pra Espanha. A trabalho, mas vou ter alguns dias de folga para passear. Vou começar por Madri. A cidade está cheia pois lá também é feriado na segunda e fiquei sabendo que o tempo está ótimo.

Não tenho muitos planos, mas quero vero ver um pouco de tudo. Andar pelas ruas, ver pessoas, sair à noite e me divertir.

De segunda à quinta eu trabalho em uma feira, e na sexta vou pra Barcelona. Vai ser demais.
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Deixo aqui alguns comentários que achei de outros viajantes sobre essas duas cidades:

"A vida noturna de Madrid, como em toda a Espanha é algo sem igual. Baladas e mais baladas, as festas que existem em Madrid são as mais diversas possíveis, desde programas noturnos típicos da Espanha, como os shows de Flamenco até os mais altos sons de música eletrônica." - Allison

"Eu adoro Madrid, como todas as pessoas que vêm a conhecê-la. Gosto de andar pelas ruas antigas e velhos bairros. Visitar o Museu do Prado e os pueblos vizinhos. Amo o flamenco e as Tardes de Toro que, no Brasil, são chamadas de touradas." - Edy Star
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"A cidade (Madri) é lindissima d+ !! É uma capital, mas com um clima de cidade do interior.. sei lá explicar ! Tudo muito arborizado, limpinho, um transito excelente, o metrô é perfeito !!!O povo também é demais.. todos super educados, falantes.. atenciosos, divertidos..." - Edu


Madri

"Barcelona é uma cidade simplesmente linda... As pessoas, a arquitetura, a História... é impossível descrever por palavras..." - Anokinhas

"Barcelona é uma cidade linda, com muita coisa para fotografar. Foi minha primeira viagem à Europa e fiquei encantada em ver tanta história nas ruas e prédios! Linda, vale a pena conhecer!" - Ana Érica

Barcelona

Por hoje é só pessoal. Volto depois da viagem pra contar como foi tudo.

Beijins,

Frô.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

29, mas com corpinho de 28

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29 anos bem vividos. E ainda continuo me buscando, me entendendo. Ainda bem, né?
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Eu continuo me questionando, vendo o que eu preciso mudar, e no momento juntando coragem pra fazer as mudanças necessárias.
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Acho que esse negócio de inferno astral antes do aniversário é bem conveninente: acontece um monte de coisa errada até o dia do seu aniversário, quando você inicia um novo ano na sua vida e se inspira para começar tudo de novo em uma nova fase que se inicia.
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Às vezes o tal do inferno astral só coloca debaixo de uma lupa coisas que já vem acontecendo há um tempo e a gente que não quer ver. As últimas semanas realmente serviram para me mostrar de uma forma aumentada coisas que já vinham acontecendo e eu ignorava, em várias áreas da minha vida: em relacionamentos com amigos, com amores, com o trabalho. Parece que os astros combinam e gritam "Enxerga agora!".
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Deixando as reflexões profundas de lado, uma coisa engraçada no aniversário é como aparecem pessoas "do além". Gente que nunca fala com você de repente aparece para te dar um "feliz aniversário". Tem de tudo: tem aquela amiga que na correria da vida nunca tem tempo, mas que de forma carinhosa e sincera passa no orkut para te dar parabéns; tem aquele ex namorado que te surpreende com uma ligação depois de muito tempo - tanto que você nem sabia dizer se ele estava vivo ou morto - e te deixa até sem saber o que falar; tem aquela pessoa que você não vai com a cara e tem que parecer feliz quando fala com ela... enfim... de tudo.
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O que me deixa feliz é ver que as pessoas que realmente gostam de mim sempre estão por perto, e sempre dão um jeitinho de lembrar desse meu dia especial.
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Bom, eu vou passar mais alguns dias comemorando... depois passo aqui de novo para postar as novidades.
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Inté,
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Frô.
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domingo, 27 de setembro de 2009

Mercado Promissor


Oi Galera,
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Sei que tô demorando pra atualizar meu blog mas às vezes entro em uma rotina que acho que não vou ter nada de novo pra contar.
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Passei aqui pra comentar uma reportagem que saiu na Veja São Paulo: Um guia para os solteiros. Nós solteiros formamos um grupo cada vez maior e, consequentemente, uma fatia de mercado atrativa para os marketeiros de plantão. Segundo a reportagem, somos 2,2 milhões de paulistanos com mais de 18 anos - solteirinhos da Silva.
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Muitas empresas já nos descobriram e estão investindo em nós: com produtos como fatias individuais de pizza congelada; pacotes de viagem; restaurantes com mesas para uma pessoa ou lugares no balcão; profissionais para ajudar em afazeres domésticos e dezenas de outros produtos e serviços para solteiros.
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A parte mais interessante da reportagem é o "onde ir". Alguns lugares citados já são meus preferidos de longa data, como o Filial e o Ó do Borogodó, alguns eu ainda quero conhecer, como o bar Balcão e o Asia 70. Vale a pena ver a reportagem completa.
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Bom, já que eu já revelei alguns lugares que gosto, vou acrescentar mais um que não saiu na revista: o Espaço Unyco, dentro do estádio do Morumbi. Estive lá este sábado para o pagode e tenho que confessar que aquele lugar é um paraíso. Volto lá com certeza.
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Mas apesar de estar curtindo minha solterice, confesso que investiria em um relacionamento agora, claro, com alguém que me mereça. Vou deixar as portas e janelas abertas porque, com esse mercado dos solteiros aquecido como está, tudo pode acontecer.
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Beijinhos e até breve,
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Frô.
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domingo, 13 de setembro de 2009

Mulher apaixonante!

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Esse post é só para me lembrar o quanto é importante se gostar e se sentir apaixonante todos os dias. Apaixonante é um termo roubado da minha amiga Bia, que significa ser conquistadora todos os dias, vibrar positivamente e assim atrair coisas que queremos, em várias áreas, como família, trabalho, amor!
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Tudo começa em se amar, se aceitar e se permitir - e a partir daí espalhar a sua presença para o mundo. Auto estima é tudo e uma dica é usar umas frases de afirmação em frente ao espelho, como:
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- Eu sou muito gostosa!
- As pessoas vêem luz dentro de mim.
- Sou atraente e sensual.

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Outra regra é só sair de casa maquiada (sem exageros), perfumada e arrumada. Um saltinho também ajuda a deixar tudo mais feminino. Olhe para as pessoas à sua volta e seduza com o olhar, para tudo, e sorria: o padeiro vai lhe entregar o melhor pãozinho, o motorista ao lado vai deixar você entrar na frente dele, a sua chefe vai te tratar melhor - e se nada disso acontecer, pelo menos você vai enfrentar tudo de uma forma mais positiva e ficar com uma energia boa pra você mesma.
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Vou indo porque tenho que me arrumar para conquistar o mundo.
Deixo aqui uma charge só para fechar com um pouquinho de humor:

Meu eu: gostosa e independente.

Extraído do blog Diário de um Casal
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Beijos,.


Frô..

domingo, 30 de agosto de 2009

Maria Antonieta, la miga e a pororoca

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Pessoal,
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Estou viva. O evento passou e, apesar de nao sair tudo do jeito que eu queria, o saldo foi positivo. Mas quem achou que eu ia ter sossego se enganou. Estou dando uma pausa no trabalho em pleno domingo à noite, aqui na Argentina, para matar a saudade de blogar. Vou separar o post de hoje em três temas:
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Maria Antonieta: "E que lhe cortem a cabeça!". Ouvi essa expressao por eses dias. Foi sobre uma pessoa que cometeu um erro no trabalho e, apesar do erro ter sido grave, me espantou a impiedade da sentença. Na verdade a idéia nao é ficar questionando se a atitude à la Maria Antonieta está certa ou errada, mas apenas refletir sobre a nossa relaçao com o trabalho e a nossa substitucionalidade (boa palavra, hein?). Estamos todos sujeitos. Amanha podemos estar todos sem emprego. Nao é cruel? Eu gosto muito do meu trabalho, mas cada dia mais vejo que ele nao é "quem eu sou", e sim "o que faço". Também tem o outro prisma: Você está fazendo o melhor de si? Se nao está, qual o sentido de fazer entao? Estou encarando o trabalho como uma parte importante da minha vida, onde dou o melhor de mim e me empenho, mas ainda sim lembrando que a vida é mais que isso.
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La Miga: Estou na terra dos hermanos. Nada de mais, acho que Buenos Aires é até bem parecida com Sao Paulo (tirando essa falta de til que já está me dando nos nervos). Eu gosto daqui, mas eles tem algumas coisas engraçadas. Estava fazendo compras e várias pessoas saem das lojas e ficam te abordando nas ruas, o que já acho desconfortável. Pior fica quando eles começam a te chamar de "Ô Brasil, ô Brasil, acá! Cashmere y cuero!". Haha. Fora ficar ouvindo músicas do "É o Tchan" dentro das lojas. Mas o que me chamou a atençao foi a tal da Miga. Primeiro que eu parei em um café e me deram um cardápio com várias opçoes de lanche, mas só para durante a semana, e como hoje é domingo, só sobrou sanduíche de presunto e queijo mesmo, pois a lanchonete abriu mas a cozinha estava "cerrada". Tinham duas opçoes de sanduiche de presunto: uma com um pao de sanduíche que mais parecia um pao sovado e outro de Miga - nada mais nada menos do que sanduíche de miolo de pao. Era isso, o mesmo pao sovado sem a casca colocado no tostex. Eita portenhos.
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A pororoca: Gente, eu estava preocupada porque vi na TV que a pororoca está acabando. Agora eu estava procurando a matéria na internet para postar aqui e nao achei nada. Se alguem achar, me fala, pois acho uma tragédia o fim desse fenômeno. Como se já nao bastasse a palavra horrível (pra quem nao sabe o nome é uma onomatopéia do barulho da onda e, em Tupi, poroc poroc significa estrondo), talvez eu os meus filhos nem a conheçam.

Será o fim do fenômeno que cria a onda mais longa do planeta?

Por tudo isso também pensei em postar aqui a música Grilos, do Roberto e Erasmo, que tá tocando no rádio com a Marina Machado e Samuel Rosa. Achei até um vídeo no Youtube.

Prometo que volto logo, enquanto isso, pode dar pitaco.

Beijos,

Frô.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vícios

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Bem, amigos da rede blogueira, passei aqui para comentar de alguns vícios da sociedade moderna:
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Fumo:
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Não é incrível como o mundo está melhor desde 7 de Agosto? É inacreditável como pudemos suportar tanta fumaça de cigarro por tanto tempo. As baladas ficaram melhores, barzinhos... estamos livres! Livres daquela fumaça podre que nos perseguia.
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Apesar da minha felicidade tenho que adimitir que existe um exagero quanto à lei. O não poder fumar nas marquises é um pouco demais. E quando está chovendo? Fuma-se no meio-fio? Também estava ouvindo no rádio que o Shopping Eldorado proibiu o fumo em toda a sua área, incluindo o estacionamento aberto. Exagero. Saindo do shopping quantos metros um fumante tem que andar para poder fumar? Também estavam comentando a contradição que é não fumar em estacionamentos cobertos e que, se é para o bem dos pulmões, deveriam proibir também o monóxido de carbono em locais fechados. Imaginem a cena: você entra em um estacionamento e imediatamente desliga o veículo, empurrando o carro até a vaga. Ai se o Kassab me escuta...
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Redes Sociais na internet:
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Essa veio de uma notícia do Bluebus: A Sony lançou uma campanha batizada 'Say No To Social' destinada a ajudar viciados em redes sociais - é, na verdade, uma ação de marketing para divulgar seus laptops. O engraçado é que eles fizeram uma simulação de uma reunião tipo AA para ajudar na recuperação. Uma das dicas do passo-a-passo era "delete um amigo por dia". Só rindo mesmo. Eu já tinha discutido aqui o quanto tempo passamos na internet e agora essa piada. Acho que se fosse verdade o grupo de auto-ajuda iria beneficiar muita gente com dependência em orkut, facebook, twitter, msn e afins.
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Companhia:
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Não digo nem sexo porque sei que, apesar dos tempos modernos e dos encontros e desencontros da vida, normalmente a nossa predileção pelo tema não é uma patologia. Falo de gente que tem pavor de ficar sozinha. Que às vezes está em um relacionamento vazio só para dizer que está com alguém. De gente que embarca em qualquer roubada por auto-piedade. Existe um novo desafio hoje, estamos todos muito exigentes e a velocidade em que as coisas acontecem é muito maior, mas se a idéia é alguém que nos traz alegrias, não vale ficar com alguém que nos faz sofrer só para não ficar sozinha. Se ame na sua companhia que outras coisas virão por acréscimo.
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Só esses 3 vícios já dariam um livro - sei que sim, quero só ver os seus comentários -, mas paro por aqui e volto logo para prosear mais (assim espero).
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Ah, contagem regressiva para o evento, faltam só 6 dias (ai, me desejem sorte).
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Beijins,
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Frô.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nomeando sentimentos

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Outro post expresso... na correria sempre.
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Hoje um amigo me fez uma pergunta que eu não soube responder. Ele me perguntou como estou me sentindo. Estou às vésperas de um evento importante do trabalho (o mais importante do ano pra mim) e tenho trabalhado muito ultimamente, tanto que não tenho parado pra pensar em como me sinto.
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Pra começar eu já me sinto em segundo plano, já que a prioridade é o evento. Estou me deixando um pouco de lado por enquanto.
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Respondi meio no automático: "Não estou sentindo nada, estou apenas tentando sobreviver e chegar viva ao evento". Ele, que também tá trabalhando no projeto, me respondeu: "Eu estou muito ansioso, passei até a comer mais".
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Hum... será que eu também não estou ansiosa? Quero que chegue logo o dia e... NÃO! Não quero que o dia chegue logo. Preciso de mais tempo para preparar tudo, para deixar tudo perfeito, vou ser cobrada e avaliada por isso e preciso de mais TEMPO!!!
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Não é ansiedade, não. Mas também não é medo. É tensão mesmo, nervosismo. Talvez eu esteja sentindo algo que nem exista: um espigalhaço, um potencionismo, uma viseonisse, uma turbiência ou até mesmo uma auto-receosidade.
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Ainda bem que passa... "Wake me up when September ends" (Agosto, na verdade).
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Volto depois para dar sinal de vida.
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Inté,
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Frô.
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domingo, 9 de agosto de 2009

Mudança de hábito

Oi pessoal,
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Domingo e eu aqui em casa, na frente do laptop e da televisão ao mesmo tempo.
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Estou ficando mais caseira, curtindo mais passar o final de semana na minha compania. Afinal, se o final de semana é pra descansar, não é preciso tomá-lo de compromissos e deixá-lo exaustivo, não é mesmo?
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Tenho percebido algumas mudanças na minha rotina. Primeiro que eu não tenho mais a mínima vontade de sair de sexta-feira. Uma porque eu saio cansada do escritório depois de uma semana de trabalho e adoro fazer um pequeno happy-hour depois das 6. Antes eu iria direto pra casa, dormiria, e acordaria por volta das 10h30 para me arrumar e ainda sair pra balada. Outra porque, salvo raras exceções, as baladas de sexta-feira são cheias de adolescentes e pós-adolescentes cheios de hormônios, festas cheias de patricinhas e mauricinhos se exibindo, filas, trânsito... eu simplesmente não tenho mais paciência para isso (lembrei do post boêmios X baladeiros da Rê).
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Mas não é só isso. Tenho andado mais tranquila, mais caseira de um modo geral. Ontem fui no shopping e depois de pouco mais de uma hora já estava com vontade de voltar pra casa.
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De qualquer forma acho que é uma fase. Tenho trabalhado muito e de final de semana fico feliz em ficar na minha casa de pernas pra cima, sem grandes planos, descansando mesmo.
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Vocês que passam por aqui acabam acompanhando também as minhas fases.
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Um beijo e até a próxima,
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Frô.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como anda sua agenda digital?

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Oi Gente,
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Não sumi não, tenho trabalhado muito mesmo.
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Passei aqui rapidamente para comentar sobre uma reportagem que ouvi ontem no rádio. Era uma discussão sobre quanto tempo passamos na internet. Você já parou pra pensar nisso? É muuuito tempo de vida no computador. Uma vida, com compromissos, tarefas, encontros, conversas... outro mundo.
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Eu, por exemplo: no escritório uso e-mail, visito sites de concorrentes, leio notícias, busco infinitas coisas no google, procuro um caminho no apontador, vejo a hora que é na China no Worldtimeserver.com, procuro clientes no linkedin, assino newsletters - diria que aproximadamente 60% do meu tempo no trabalho é na internet. Daí na minha vida pessoal tenho o meu e-mail, o meu bloguxo, pago contas no banco, baixo uma música legal, consulto o preço daquele perfume, leio outros blogs, uso o msn e, além de tudo isso, ainda tenho os meus compromissos nas outras comunidades: orkut, twitter, myspace, facebook, linkedin, etc... Quanto tempo da minha vida pessoal nisso também.
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Agora a grande pergunta da discussão era se não há um exagero hoje. A idéia não era usar a internet para poupar tempo? Quanto tempo não gastamos com ela?
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Achei o máximo o depoimento do Bill Gates falando que ia excluir o perfil dele do facebook porque tinha mais de 10.000 pedidos de amizades e tinha perdido o controle daquilo: o pai dos nerds com opinião do contra.
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Vale refletir. Eu gosto da internet e não uso nem um décimo do seu potencial, mas acho que temos que ter cuidado. Realmente estamos todos muito expostos hoje e assumimos muitos compromissos online. Como será daqui a 5 anos então? Ou 10?
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Fico por aqui porque já gastei muito tempo na internet hoje.
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Beijinhos,
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Frô.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Rir é o melhor remédio

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Ri muito.

Ontem fui no stand up do Marco Luque no Tuca. Adorei.

Eu já era fã desde 2007 quando fui ver o Terça Insana. Lembro que de todos os atores, ele era o mais engraçado. No dia que eu fui ele fez o Pepê e um cara do reggae que fiz valer a pena a entrada (salgadinha, por sinal).

Depois comecei a ouvir o Jackson Five na Mix FM, ó-te-mo. Passei a escutar mais a rádio só pra não perder o quadro. Agora eu já acho meio sem graça.

E veio o CQC e passei a gostar mais ainda do Marco Luque (apesar de ele ser o menos atuante do programa). Ele fala muita bobagem e só de olhar pra ele eu já dou risada.

Pois bem, ontem ele deu um show no stand up. Fiquei meio decepcionada quando ele falou que não ia fazer nenhum personagem, mas foi só ele começar com as abobrinhas dele pra eu gargalhar - literalmente.

Ele faz piada com tudo - da vontade frustrada dele de ter uma franja quando era adolescente, da função do dedinho do pé (e da dor que sentimos quando batemos ele), do relacionamento homem-mulher, dos filmes de Hollywood, dos cachorros e suas características... enfim, um show completo de risadas do começo ao fim - fiquei até com a barriga doendo de tanto rir.

Recomendo muuito, pena que os ingressos já estão esgotados para o resto da temporada.

Fica a dica, agora eu vou vazar - FUI!

Frô
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domingo, 5 de julho de 2009

Meu Memê

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Em colaboração a uma brincadeira da blogosfera - um pouco atrasada, confesso -, passo aqui hoje pra postar o meu Memê (Memê é o nome da brincadeira, vem de memética - uma espécie de virus cibernético, um vai passando pro outro).

A brincadeira consiste em um exercício de imaginação no qual preciso dizer cinco coisas que eu não sou, gostaria de ser, mas arrisco. Veja só o resultado:

1) Cantora de MPB estilo banquinho e violão - volta e meia me imagino nesse papel. Fico pensando em quais seriam as músicas do meu repertório, como eu poderia fazer uma versão daquela música que eu gosto ou que ótima oportunidade seria para mostrar um pouco dos artistas que eu admiro. Como eu não tenho talento pra cantar e nem paciência pra aprender violão, meu destino é o karaokê e o chuveiro mesmo.

2) Diplomata - acho que é uma profissão meio dos sonhos, mas sei que ainda é possível. Se bem que todo dia tenho que dar uma de diplomata no meu trabalho.

3) Designer de produtos - Era minha primeira opção de profissão. Criar objetos, carros e até as embalagens. Hoje eu já não me vejo fazendo isso.

4) Dona de botique - esse é o meu lado dondoca. Fico pensando se eu tivesse meu próprio negócio que poderia ser uma botique de roupas caras, ou acessórios, ou sapatos.

5) Escritora - esse eu só exercito no blog mesmo. Me falta técnica e dedicação, por isso deixei ser apenas um hobby.

Quer ver outros memês da blogosfera? Taí:

3x30
Mulher Polvo
Fernanda - Palavreado
Cecília

Na brincadeira temos que convidar outras pessoas para participar, mas eu convido todos os leitores pra escrever suas 5 profissões do seu alter ego (quem não tem blog vale deixar no comentário).

Beijinhos,
Frô.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Minha conversa com a Oprah

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Galera, valeu pelas visitas e pelos comentários.

Sobre este assunto de mudanças é engraçado ver que todo mundo tá me falando a mesma coisa. Ontem eu tava conversando com a Oprah e ela me falou também que os nossos sentimentos são um reflexo da nossa intuição. Se nos sentimos mal com alguma coisa, é um sinal do universo para avaliarmos se aquela direção é mesmo a certa.

A Oprah também lembrou a velha história do painel de visualização. Faz tempo que estou querendo montar um de novo. Lembro que fiz um painel logo após assistir "O Segredo" e tinha um prédio bege muito parecido com o prédio que eu comprei o meu apartamento. Algumas coisas realmente aconteceram de lá pra cá.

O painel é bom porque é referente ao sentimento que teremos ao realizar estas conquistas, e não no caminho que devemos tomar em si. Como eu não sei o que quero da vida, fica difícil decidir alguma coisa.

Bom, uma coisa de cada vez, vou começar com o painel.

Beijos,
Frô

P.S.: Viu como assistir Oprah às vezes é util?
P.S.2: Pra quem não entendeu nada, é só ler o post anterior e os comentários
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Muita coisa pode acontecer

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Hoje me pus a pensar no futuro. Tenho tantas idéias de coisas que gostaria de fazer, de decisões que tenho que tomar. Às vezes fico até meio ansiosa, meio apreensiva.
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Aquele curso que eu quero fazer, aquela idéia de um negócio próprio, aquela viagem adiada... minha vida daqui dois anos pode ser totalmente diferente da minha vida agora.
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O curioso é que essas mudanças ainda estão para acontecer, mas virão a partir de decisões tomadas hoje. Um caminho escolhido em uma encruzilhada vai me levar a uma direção totalmente distinta. Sabe aquela história do efeito borboleta? O que eu fizer agora vai desencadear uma série de ações que vai mudar não só o meu destino, mas o de muitas pessoas à minha volta.
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E se eu for pro lado errado? Será que existe isso de lado certo ou errado? Mas, quer saber, não tem jeito, vou ter que arriscar, tenho que andar, não dá pra ficar parada.
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Hoje eu estava conversando com uma amiga sobre isso e sobre todas as idéias que eu tenho e coisas que eu gostaria de fazer e ela disse: "Nossa, você tem tantas opções!". Pois é, tenho mesmo. Que bom, acho que é um privilégio poder escolher assim um caminho, mas também uma enorme responsabilidade.

Tem uma frase que minha mãe me diz quando estou em um beco sem saída: "Não se preocupe, muita coisa pode acontecer... inclusive nada!"
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Várias músicas combinam com este momento desencadeante que eu estou vivendo hoje, por isso, deixo aqui algumas frases:
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"Parado, congelado, tenho medo de andar - se eu for pro lado errado posso me distanciar do ponto imaginário onde você deve estar, que é pra onde eu me viro quando é hora de deitar" (Skank - Muçulmano)
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"Tudo pode ser, é só acreditar, tudo o que tiver que ser será" (Xuxa - Lua de Cristal)
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"Se é pra voar no mundo afora eu vou, eu vou" (Cidade Negra - A Flecha e o Vulcão)
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"Não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir" (Lulu Santos - Tempos Modernos)
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"Não existem fronteiras nem compartimentos que prendam uma inspiração, que amarrem uma intuição, o coração ama o risco" (Max de Castro - Iluminismo)
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"I'm leaving for a destination I still don't know" (Gaudino - Destination Unknow)
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

De dentro pra fora

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... Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo...

Praticando recentemente a minha segunda profissão de psicóloga de amilgas alteradas, me pus a pensar sobre de onde vem a felicidade paz de espírito. Não digo nem felicidade porque parece uma coisa longínqua e inatingível, mas simplesmente o estado de passar um dia sem sofrer.

Pra mim parece simples não me frustrar com o que eu não tenho. Sim, penso que algumas coisas poderiam ser melhores, mas não sofro por causa disso. Existe toda a programação que fizeram na nossa cabeça desde que nascemos que nos diz que, para ser feliz, é preciso ter um bom marido, filhos, um cachorro, uma casa com telhas de barro e flores na janela. Seria ótimo ter tudo isso, mas vamos encarar: quem não consegue estar bem consigo mesmo sem isso, estaria bem depois de conquistar essa vida de comercial de margarina?

Todos os dias temos uma escolha, todo minuto. Temos o poder de decidir - não o que vai acontecer no nosso dia, mas como vamos reagir emocionalmente a cada acontecimento. Cada fase tem sua beleza, cada momento tem o seu lado positivo, basta sabermos relacionar bem as nossas emoções e estar em sintonia.

Ferramentas externas ajudam: cursos, terapias ou só uma boa conversa com amigos, mas o que tem que mudar é aquele "click" dentro da gente para agir e reagir cada vez melhor, em paz e com uma boa energia.

Vou parar esse papo meio auto-ajuda por aqui ou daqui a pouco vão começar a me chamar de Ana Maria Brega (não, não vou colocar aqui nenhuam história de menininha que guardou florzinha ou de um jovem que foi procurar um monge).

Deixo esses pensamentos meio soltos para reflexão e mais uma pergunta: "Você consegue conviver bem consigo com o que você tem hoje e não sofrer todos os dias pelo que não tem?"

Vale deixar comentários respondendo.

Beijos,
Frô.
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domingo, 21 de junho de 2009

Reencontrando amigos antigos

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- Retomar contatos antigos.
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Uma das coisas da lista eu fiz ontem. Reencontrei uma pessoa que eu gosto muuuito e pela correria louca que é a nossa vida fazia tempo que eu não via. Raquelita, valeu a baladinha ontem.

Este é um post rápido só pra lembrar que é fácil fazer isso, retomar contato com as pessoas que gostamos, e a gente simplesmente não faz.

Ontem havia muito papo pra por em dia, afinal, quatro anos sem fofocar acumulou muita coisa. Mas é bom saber que mesmo depois de tanto tempo o nosso sentimento de amizade continua o mesmo.

Vou fazer um esforço maior pra encontrar outros amigos, reencontrar essas amizades afastadas pela vida, mas ainda presentes na minha memória.

Nossa, agora isso aqui ficou meio brega, tá até parecendo A Lista do Oswaldo Montenegro.

Mas é isso. Inté,

Frô.

P.S.: Jé, acho que estou em uma fase meio feminista revoltada mesmo, haha, mas é só fase. Valeu pelas visitas. Temos que marcar outro chopp.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

A pessoa ideal

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Acabei de assistir o filme "A mulher invisível". Gostei do filme, bem engraçado e a trama é menos previsível do que eu pensei.
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No filme o personagem idealiza tanto uma mulher perfeita que acaba projetando uma para a sua vida. Primeiro que a mulher é a Luana Piovani (não gosto muito dela mas tenho que admitir que ela está muito bem no filme) e, na visão de um homem, o ideal pra ele é uma mulher gostosa, que usa roupas mínimas (ou não usa), que faz faxina de lingerie, gosta de futebol e não tem ataque de ciúmes. Só podia ser invisível meeesmo.
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Mas fiquei pensando em quantas vezes não fazemos o papel desta mulher, que pra agradar o homem faz dessas coisas, e mesmo assim acabamos na mesma: em um relacionamento furado e sem futuro.
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Outro dia um amigo veio me falar sobre quanto tempo eu tenho que esperar antes de "ir aos finalmentes". Como se existisse uma regra. Francamente isso pra mim soou tão absurdo que se um dia um homem que estiver comigo pensar que eu fui "muito fácil" ou "muito difícil" e não soube entender que eu agi do jeito que eu estava sentindo, acho bom que ele suma mesmo. Odeio esse tipo de joguinho e prefiro não ser ideal então se for assim.
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Eu não gosto de futebol e nem de filmes de ação, não faço faxina de lingerie e às vezes fico de mau humor. Gosto de ter razão e não pareço nem um pouco com a Luana Piovani. Não sou a metade de ninguém e tenho os meus próprios grilos. Mesmo assim sei que é possível ter um relacionamento não-ideal com uma pessoa de verdade: com medos, defeitos, sonhos e manias irritantes.
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Agora, a recíproca é verdadeira. Vamos abrir o olho mulherada que esse negócio de homem ideal também não existe e, se existe, ou é gay ou é casado. Vamos mexer um pouquinho na nossa linha de exigência porque alguns defeitinhos são necessários pra tornar tudo mais interessante.
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É isso aí, vamos enfrentar a vida de cabeça e coração abertos porque, apesar de não existir contos de fadas, existem uns sapinhos bem interessantes por aí.
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Beijinhos,
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Frô.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dedicados x Workaholics

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Esta é a minha dúvida hoje. Qual é o limite. Me vejo de novo trabalhando demais. Sei que na área em que eu trabalho (eventos) esses picos de trabalho são normais, mas estou me questionando se eu sei o limite.

Em tempos em que arranjar um emprego não é fácil, muito mais um que me dá essa possibilidade de viajar e fazer o que eu gosto, queremos ser vistos como bons profissionais e que tudo saia perfeito, por isso, nos desdobramos e nos desgastamos.

Não estou reclamando de nada, acho que isso é o resultado de uma escolha minha, mas este é mais um ponto que tenho que melhorar na minha lista. Acho que temos sim que ser dedicadas e buscar o nosso espaço nesse mercado de trabalho tão acirrado e com tanta competitividade, mas peralá - eu tenho que ser prioridade pra mim mesma.

Sei que ninguém é insubstituível e que as empresas normalmente nos vê mais como números do que como pessoa, mas, como faço para desligar? Para colocar a cabeça à noite no travesseiro sem pensar em trabalho? Não sei, tenho que aprender. Uma coisa que faço sempre é anotar os pensamentos em um caderninho ao lado da cama, como uma lista de pendências para o dia seguinte. Às vezes funciona, mas vou me dedicar mais à minha técnica de "desligamento".

Passei aqui só pra desabafar e acabei googlando coisas sobre o assunto que deixo aqui pra vocês:

- Teste: Você é workaholic? (meu teste deu que tenho tendências)

- Na verdade eu acho que tendo mais pro lado da worklover, vejam essa frase: Ao contrário do workaholic, o worklover tem vida própria, ou seja, namora, pratica esportes, convive com a família, viaja, faz programas sociais nos fins de semana.

- Pra terminar, achei este vídeo:



Beijinhos atarefados,

Frô.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

A interpretação de cada um

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Passar uma mensagem não é fácil. Cada um entende de um jeito, de acordo com a sua bagagem de vida. É por isso que existem tantos mal entendidos, tanta inferência, tanta pecuinha... mas também muita diversão.

Tem muita gente rindo às custas da interpretação alheia, inclusive eu. Calma, vou explicar: ontem tive uma noite agradabilíssima jogando Imagem&Ação. Por incrível que pareça foi a primeira vez que eu joguei - e me diverti horrores.

Vou tentar explicar aqui algumas das mímicas de ontem, através dos comentários dos jogadores até conseguirem adivinhar:

- "1 palavra"; "3 sílabas"; "primeira sílaba"; (mímica apontando para um canto) "Ali, não, lá"; "ok, lá, segunda sílaba"; (mímica apontando para a própria bunda); "bunda, não, bu, não, cú"; "já sei: lacuna"

- "1 palavra"; "3 sílabas"; "última sílaba" (mímica imitando um cachorro); "cachorro, não, ca, não, ro, não, cão, quase, ção"; "tá, última sílaba ção, agora a palavra inteira"; (mímica com uma pessoa que parecia estar cagando); "dor de barriga, não, lixo, não, vaso, não, faz outra coisa", (mímica de quem pega algo do chão, nina, larga em um canto, volta, pega do chão, nina de novo); "adoção!"

- (mímica fazendo chuquinha no cabelo); "xuxa"; "dança, não, idiota, não, chiquinha"; "xuxa, ai, não" (mímica de alguém gordo); "gordo"; "xuxa gorda"; "gordo bobo"; "não é mesmo xuxa gorda?" (mímica de alguém brincando com boneca); "boneca"; "boneca gorda"; "boneca da xuxa" (mímica pegando na roupa); "roupa, não, pano, boneca de pano" (mímica apontando para a pele negra); "boneca de pano preta"; "nega maluca"; "xuxa preta" (mímica de alguém cozinhando); "Tia Anastácia!"

E por aí vai... ri muito. O mais engraçado era fazer uma mímica crente que é a coisa mais óbvia do mundo e a pessoa chutar algo nada a ver. Perfeito exemplo do que é a interpretação alheia.

Também escrevi isso porque passei no BlueBus e li uma nota sobre uma pesquisa no Kevin Kelly pedindo para as pessoas desenharem a própria visão de um mapa da internet (veja o resultado). Isso sim dá espaço para a interpretação. Como se desenha um mapa pessoal da internet? Teve gente que desenhou cidade, organograma, janelas, conexões - muitas interpretações diferentes. Eu também tenho a minha:


Meu mapa da internet, mas só quando estou de folga.

E o seu desenho, como seria?

Até a próxima.

Frô.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Não existe feiúra, só falta de dinheiro (e maquiagem)

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Apesar de parecer um post sobre bobagens, este é um post muito importante.
Este é para lembrar que todas nós somos bonitas, e muito mais do que as estrelas de Hollywood. Nossa beleza é real, vivida, sofrida, conquistada com muita luta.
Mas venhamos e convenhamos, ter dinheiro ajuda - e muito! Fiquei abismada quando vi as fotos abaixo e gostaria de compartilhar com vocês, pois são pessoas que eu considero bonitas:

Kimora: Eu que às vezes assisto o programa dela até me assustei com essa foto - ela parece mais uma empregada doméstica do que uma milionária.

Drew Barrimore: Não que ela seja linda, mas olha isso! Diferença gritante.

Tyra Banks: A musa do America's next top model - sem maquiagem parece mais um zumbi.


Eva Longoria: A mais bonita das Desperate Housewives - parece outra pessoa.


Goldie Hawn: sem comentários - Queima!

Ficou chocada também? E ainda tem mais nas pesquisas que eu fiz:

http://www.anvari.org/cols/Stars_without_Make_Up/

http://www.amazingmakeup.com/archives/66

http://themcode.wordpress.com/2008/05/06/celebrities-without-makeup/

Agora fala a verdade: somos ou não somos lindas?

Bom, vou terminar por aqui porque tenho que sair pra fazer umas comprinhas (minha base acabou, rs).

Beijos,


Frô.

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sábado, 30 de maio de 2009

A história de uma "Frô"zinha

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Pode parecer uma cópia descarada do post do 3x30 mas não é. Esta é uma história totalmente diferente.

A história do meu apelido Frô data da minha primeira paixonite, com 15 anos. Eu me apaixonei por um garoto de um curso que eu fazia, e ele era de escorpião. A gente ficou uma vez, o curso acabou e não o vi mais. Coloquei na cabeça que já que eu não podia mais ficar com ele, eu ia tê-lo em minha pele para sempre (melodramática como toda adolescente). Um dia decidi procurá-lo, achei a casa dele e fui visitá-lo, e no meio da conversa ele falou que ia fazer uma tattoo. Eu disse: "Eu também vou. Vou tatuar um escorpião". "Mas você é de libra", ele disse. E eu: "Eu sei, mas você é de escorpião".

Enfim, não o vi mais e estava com a idéia da tattoo na cabeça, e certa vez na fila de um show recebi um panfleto de um estúdio chamado "Scorpions Tattoo", com o desenho de uma mulher escorpião. Fui na loja e, com os meus maduros 16 anos, não me deixaram fazer a tattoo. Estava certa de que quando eu tivesse 18 ia fazer minha tattoo naquele estúdio - tinha que ser naquele estúdio. Enquanto esperava para fazer a tattoo, comecei a colecionar tudo o que era de escorpião: roupas, bijuterias, desenhos... vivi uma fase mulher-escorpião (deviam achar que eu era louca, haha).

Essa história coincidiu com a época que comecei a entrar na internet e precisava de um apelido para a sala de bate-papo. Estava tocando Milton Guedes e eu ouvi o trecho "Afrodite, deusa do amor...". Eu era então a Afrodite no bate papo. Conheci algumas pessoas que jogavam RPG e me convidaram para jogar. Eu tinha que inventar uma personagem. Criei então a "Afrodite Poison Scorpion" (esdrúxulo, não?). Ela era uma mulher escorpião com dupla personalidade, como a mulher gato do filme. Insegura e confusa como mulher e decidida e impiedosa como mutante. E é aí que as histórias se encontram.

Resumindo, fiz a tatto no meu aniversário de 18 anos naquele estúdio, e meus amigos de internet passaram a me chamar de Frô. Uso esse apelido desde então, mas só na internet. Até o nome do meu ex blog, o "Frozine" também vinha dessa história, era um fanzine para falar o que acontecia na vida da Frô.

Minha tattoo, renovada recentemente.

Agora você conhece a história de uma "Frô"zinha, - e, como disse o gambá para o Bambi - "Você pode me chamar de Frô se você quiser chamar".

Até a próxima história.

Frô!

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Frequentemente

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Voltando ao besteirol do blog - afinal, equilíbrio e evolução demais não faz bem a ninguém - me inspirei hoje e resolvi fazer uma paródia da música Diariamente (Marisa Monte), inspirada na São Paulo, São Paulo (Premeditando Breque) e Outro lugar do mundo (Fernanda Porto):

Frequentemente (Sampa version)

Pra parar o carro: sobe o vidro
Para tomar caipirinha: Veloso
Para refrescar: garoa
Para a chapinha: guarda-chuva

Para comer no farol: amendoim
Pra pôr na catraca: bilhete
Para chegar rápido: metrô
Para bugingangas: 25

Para o Yakisoba: a Paulista
Para ler: o Centro Cultural
Para universitários: USP
Para o happy hour: Vila Madá

Para cobrir a obra: tapume
Para o motoqueiro: buzina
Para a Cantareira: mirante
Para o noitão da sexta: Belas Artes

Para todas as horas: celular
Pra parado no trânsito: paciência
Pra caldinho de feijão: Filial
Para dar beijo na boca: dois

Pra shake de ovomaltine: Bobs
Para saber da história: Dops
Para o cruzamento: caos
Para entrar no Elefante: duzentos e vinte reais

Para aguentar o tranco: café
Para um cooper: Ibira
Para meditar: a fonte
Pra fugir da loucura: litoral

Para o terno novo: ZéPa
Para a biju: Center 3
Para comer pastel: mercadão
Para os melhores shows: temporada

Pra atualizar o MP3: sábado
Para a patricinha: Daslu
Para tomar conta: flanelinha
Para eletrônicos: Pajé

Para a passeata: barulho
Pra vender cerveja: isopor
Para chegar no trampo: condução
Para passear no shopping: namorado

Para o telefone que toca
Para ir no Ó, Grazie ou Moóca
Para Mundo Mix, Virada, Oca
Pra fazer o que Paulista gosta: Frequentemente.


* Em tempo (pra variar um pouco o P.S.): post replicado no Poesia Exdrúxula
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Melhorando

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Primeiro post de uma série.

Andei pensando que somos todos seres em evolução, e que tudo o que nos acontece tem um propósito. Um destes propósitos é nos lapidar, nos tornar seres melhores (profundo isso).

Pensei em algumas coisas que quero melhorar. Atitudes minhas, coisas que já identifiquei e que só não melhoro porque realmente tá muito confortável aqui dentro da minha caixinha (o nome já diz - zona de conforto!).

Vou compartilhar algumas dessas coisas com vocês (não estão relacionadas por ordem de importância, ou por ordem de nada):

- Peso (humpf... mulheres)
- Falta de pontualidade. Esse me acompanha há anos, acho que se eu mudar muita gente vai estranhar. Mas o fato é que esse comportamento afeta outras pessoas e é até falta de respeito. Então tá na lista.
- Entrar em contato com meus amigos com mais frequência (que bom que caiu o trema). Melhorei nesse ponto, mas preciso dar mais atenção.
- Retomar contatos antigos. Diretamente relacionada com a anterior. Tenho excelentes amigos que não falo mais por falta de... vergonha na cara mesmo.
- Pré-ocupação. Stress é pra quem pode, então também tem que estar fora. Tenho trazido problemas do trabalho para a minha vida pessoal e já notei que está me atrapalhando. Tem feito mal até pra minha saúde, então, mudarei.
- Fazer as pazes com o cartão de crédito. Esse é mais difícil, venho lutado com ele há anos. Um dia vou chegar no nível de não precisar mais dele. Evolução pura.
- Fechar a boca. Tanto pra comer quanto pra contar detalhes da minha vida para os outros. Sou muito boca-aberta.
- Ler mais. Agora isso aqui tá parecendo resolução de ano novo. Ok, tá na lista.
- Fazer exercícios. Pronto. Descambou geral, sabia que isso aqui ia virar apelação. Esse já vai ser o Nirvana.. haha. Bom, listado já está.

Mas falando sério, nas minhas resoluções de ano novo (que eu não lembro onde anotei - mais uma coisa pra lista: ser mais organizada) estou feliz por muitas coisas:

- Minhas conquistas materiais - realizadas já em fevereiro (junto com minhas dívidas novas).
- Voltar com o blog! E mantê-lo atualizado.
- Me abrir mais e me permitir conhecer pessoas novas.
- Levar minha espiritualidade mais a sério.

Como a vida é uma constante evolução, sei que eu tenho um longo caminho pela frente.

E você? Também se reconhece neste texto?

Beijos e inté +,

Frô.
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sábado, 23 de maio de 2009

P.S.

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Segundo o Wikipédia, "o Post-Scriptum ou P.S. (do Latim, significa literalmente "escrito depois"), originariamente indicava algo que julgasse necessário acrescentar a uma carta após o seu encerramento. Com o tempo, foi-se percebendo que esta fórmula, além de servir para corrigir os lapsos de memória ou simplesmente informar que haviam ocorrido alterações depois que havia-se dado a carta por concluída, pode também ser utilizado como uma estratégia retórica: depois de percorrer todo o corpo do texto, o leitor se depara com uma idéia posta em destaque, colocada ali com suposta despreocupação, que equivaleria na fala ao "Ah! Antes que eu me esqueça ...", que sempre anuncia o que de mais importante tem-se a dizer."

Curioso usar esse termo em latim ainda hoje em dia. Mas é uma ferramenta interessante. Este recurso no final da mensagem pode ajudar a falar de algo delicado, fazer uma cobrança, um lembrete, tocar em um assunto totalmente diferente ou simplesmente dar um T.O.C. toque de humor e alegrar alguém.

Exemplos:

- Pedindo favor - P.S.: Esqueci de pagar a conta de luz, você pode pagar por favor?
- Cobrando - P.S.: Vou precisar daquele dinheiro que te emprestei.
- Advertindo - P.S.: Se você não chegar até às 23h00, não precisa nem vir.
- Lembrando - P.S.: É aniversário da tia Ana, não se esqueça de ligar pra ela.

- Informando - P.S.: A entrada é um kg de alimento não perecível.
- Tirando um sarro - P.S.: Nossa, esse seu chefe parece o Bozo! haha.
- Auto-crítica - P.S.: Mais esdrúxulo que isso impossível, rs.
- Resumindo várias mensagens - P.S.: Você me surpreendeu, não esqueço o CD e também estou com saudades!

A fama do P.S. até lhe rendeu um filme: o "P.S.: Eu te Amo", marcando todo o romantismo que esta ferramenta pode empregar.

Tá vendo? O P.S. é tão importante que virou até post-scriptum aqui no morando.

Até a próxima.

Frô.

P.S.: Este post foi escrito enquanto eu aguardava para ser atendida em um órgão público em Brasília e não tinha mais nada pra fazer. Ainda bem que eu já tinha advertido os meu leitores de que os assuntos sérios aqui são raridade, haha.
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sábado, 16 de maio de 2009

Passeata dos solteiros - parem o mundo que eu quero descer!!!

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Como já dizia Renato Russo: "O mau do século é a solidão".

Como pode? Tanta gente, e tanta gente solteira.

Eu também tô no meio, também sou solteira. E muita gente me pergunta: Porque você está solteira? - Que tipo de pergunta é essa?
Não estou solteira por opção não - explicando, poderia estar namorando, mas não quero namorar qualquer um, então não é bem uma opção -, nem estou fazendo uma experiência sociológica "ficando solteira à qualquer custo".

Eu acho que nos preocupamos demais. Às vezes não é que não encontramos alguém legal, é que criamos alguns fantasmas na nossa cabeça que nem exorcista dá jeito. O pretendente tem que seguir os nossos requisitos: faixa etária, estilo de vida, escolaridade, altura, peso, cabelo e afins. Não pode ter defeitos visíveis. E depois de passar por essa pré-seleção afinada, vem as suposições dos fantasmas da nossa cabeça:

"- Ai, ele falou que não gosta de gente ciumenta, quer dizer que ele trai"
"- Ai, ele ficou olhando no relógio, me achou chata."
"- Ai, ele me beijou e depois riu, ele não gostou do meu beijo."
"- Ai, ele cumprimentou aquela garota, acho que ele tá dando em cima dela."
"- Ai, ele bebeu mais de 3 cervejas, ele é um alcólatra."

Assim ninguém merece! Fora a papaguaiada sem fim do ligo-ou-não-ligo.

Desse jeito é difícil mesmo arranjar um namorado.

Eu estou vivendo alguns princípios básicos:
- Viver um dia de cada vez.
- Me permitir conhecer pessoas novas.
- Ver no que dá, sem grandes neuras.

Posso dizer que hoje estou feliz com o que a vida tem me proporcionado, e também confiante de que ainda tem muita coisa pela frente.

Agora, voltando ao título do post, amanhã tem a tal da passeata dos solteiros. O engraçado é que participam da passeata homens e mulheres. Acho que até o final da passeata vai rolar uns casais de "ex-solteiros", risos.

Pra mim isso já é o cúmulo, o desespero, uma exposição descabida. Essas pessoas poderiam gastar mais tempo e energia procurando apenas viver o momento.

Essa é minha opinião. Qual é a sua?

Um abraço,

Frô.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Akinator

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Impressionante.

Ele acerta todas. Tentei o Zé Gotinha, Gina do palito de dentes, o Louro José... e ele acertou!

Ele é Akinator, o gênio da internet. Você pensa em uma personalidade e ele vai te fazendo perguntas. De acordo com as suas respostas, ele sabe quem foi a pessoa que você pensou.

E olha que ele está ficando famoso, já é um dos sites mais acessados.

Duvida? Faça o teste: http://pt.akinator.com/





Divirtam-se e me contem o resultado de quem você pensou. .

domingo, 3 de maio de 2009

A Virada!

Eu encarei.

São Paulo é uma cidade com muitas faces. Eu conheço várias delas. A calma da biblioteca do Centro Cultural, a natureza da Serra da Cantareira, a reflexão da fonte do Ibirapuera, as descobertas da feirinha do Center 3, a cultura dos Sescs, o efervecer da Vila Madalena, o refúgio do Jardim Botânico, a culinária, a música, a arte, a boemia, os encontros, os contrastes... eu adoro São Paulo e vivo diariamente esse pluralismo, sabendo aproveitar cada momento.

Mas ontem foi diferente. A Virada Cultural é quase que um resumo de São Paulo em apenas 24 horas. Apesar de este ano os artistas mais conhecidos não estarem presentes, acho que foi a virada que eu mais aproveitei.

Comecei com uma peça de teatro no Sesc Paulista. Entre as várias coisas que aconteceram por lá, só consegui comprar o ingresso para o "The Cachorro Manco Show". A noite começou bem, uma peça simples, engraçada, perturbadora e com um texto ótimo. Depois fui com a Renata dar uma volta no centro da cidade, onde estavam a maior parte das atividades. A aventura começou pelo metrô (gente de todo o tipo) e continhou pelas ruas do centro (gente de todo o tipo mesmo!).

Eu adorei a caminhada. A cidade cheia, animada, colorida e musicada. Policiais por toda a parte deixaram o passeio mais seguro: quem dera fosse assim todas as noites. Era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que mal dava pra escolher um lugar só. Deixo um destaque aqui para o palco da Rio Branco, com samba-rock, e o prédio da prefeitura com uma performance de uma bicicleta fazendo rapel (pelo menos era o que parecia, não pude ficar mais tempo pra entender).

De lá fui para o Sesc Consolação para um show de música latina com uma banda cubana. O show tava meio morno, mas os dançarinos eram excelentes. Fechei a noite com chave de ouro, da forma que eu mais gosto: o bom e velho caldinho de feijão do Filial, na Vila Madalena.

E a minha primeira virada de verdade foi assim. Bem aproveitada. Já estou ansiosa para o próximo ano.

Deixo aqui ainda um mini-diálogo que rolou durante a virada ao estilo skankarado pra descontrair:

"Rê: - Olha essas meninas. - apontando para um grupo de garotas no metrô carregando grandes bonecos de pano- Acho que hoje tudo o que for diferente vai ser encarado como arte. Será que se eu andar sem calças vai ser considerado arte?
Eu: - Acho que hoje vai. A gente podia andar com uma melancia no pescoço e chamar de arte. Ou melhor, e se começarmos a andar de costas agora? Vai ser arte? - e as duas passam a andar de costas no meio do metrô.
Rê: - Olha eu de costas! Estou me expressando!
Eu: - Esse meu andar de costas quer dizer que eu vejo o mundo por outro ângulo.
Rê: - Quer dizer que você vê o mundo de costas.
Eu: - Ou não vejo, já que não tenho olho nas costas. Quer dizer, tenho. Já sei - em um tom de que tinha feito uma grande descoberta - : Esse meu andar de costas quer dizer que eu vejo o mundo através do olho do meu c..."


Plena arte! E o pior é que as duas estavam totalmente sóbrias. Eu tinha comido só um milho de rua, que acho que acabou se transformando em etanol dentro da minha barriga e fez efeito no meu cérebro.. haha. Mas pelo menos me diverti, acho que é bom às vezes encontrar minhas amigas e falar bobagem.

Um abraço,
Frô.
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sábado, 25 de abril de 2009

O homem dos quintais

Post dedicado à Renê Nunes.

Orgulho. É isso o que eu estou sentindo. Orgulho. Sabe quando um amigo realiza uma conquista e a gente se sente orgulhosa dessa pessoa? Então, é isso.

Eu conheci o Renê há 10 anos atrás (nossa, 10 anos!). Certa vez estava andando no Shopping Penha e ouvi uma voz linda. Fiquei procurando de onde vinha e lá estava ele, no palco da praça de alimentação com o violão embaixo do braço. Fiquei lá, parada, em pé, escutando, sem poder me mexer. Fiquei fã naquele minuto. Desde então sempre que posso vou ver ele tocar nos bares de São Paulo.

Mas ontem foi diferente. Ontem foi o lançamento do seu primeiro CD (que, como boa fã, tá tocando direto aqui em casa deste então). Que show! Ótimas músicas, ótimos músicos, uma energia envolvente... e a felicidade dele, então? Acho que a sua alegria foi o mais contagiante de tudo. Sabe aquele jeito de cantar sorrindo cativante do Simoninha? Então, a alegria do Renê no palco é assim.

O momento mágico foi na hora em que todos os músicos saíram do palco e lá ficou ele com o seu violão em baixo do braço, sozinho, como antigamente. Ele começou a cantar a minha música preferida (Tudo de Novo - aliás vou fazer uma campanha pra ele incluir a música no segundo CD) e eu fui pra perto do palco. Quando ele me viu ele sorriu com os olhos. Foi mesmo um destes pequenos momentos para se lembrar. E ainda agradeceu a minha presença dizendo que eu sou o seu "primeiro fã clube". Bom, acho que sou mesmo.

Enfim, eu super recomendo. Acho que ele tem um trabalho lindo e um grande futuro pela frente.

O link tá aí do lado, mas vou deixar aqui também pra quem quiser passar no My Space (no His Space, haha) pra ouvir as músicas. Não deixem de ouvir a "Areia": http://www.myspace.com/renenunesbrasil.

Ah, queria agradecer os comentários, amilgas. É muito bom voltar com o blog. Isso aqui tá parecendo o bom e velho "Minha Vida Skankarada". Valeu pela visita.

Mil beijos,
Frô.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Feito nas coxas


Já é tarde e eu queria postar aqui um pensamento, mas sem saber bem o quê. Me lembrei que vi uma entrevista de um estrangeiro dizendo que é muito difícil aprender as expressões idiomáticas em português, e que ele demorou muito tempo pra saber o que significava a expressão "de ponta-cabeça". E vai explicar pra um gringo o que quer dizer.

Eu mesma já passei por isso, ao me deparar com expressões desse tipo em inglês. Lembro de comentários como o manjado "piece of cake" (tarefa fácil), o "a hand full" (muito trabalho), ou o "it's not your business" (não é da sua conta), e alguns pra usos mais específicos, por assim dizer. É claro que isso me rendeu alguns micos, como entrar em uma loja de chocolates e pedir um "bitter chocolat" - chocolate amargo em inglês é "dark chocolat" -; ou pedir uma carne "at the point" no restaurante - carne em inglês se pede "rare" (mal passada), "medium" (ao ponto) e "well done" (bem passada). Fico ainda meio perdida com certas expressões, tão óbvias para nativos da língua inglesa.

Me lembro de uma expressão em português, a "cuspido e escarrado", que nada mais é do que uma cópia bem feita, como se fazia antigamente quando a imagem era "esculpida em [mármore] carrara". Haha, que idéia achar que a cópia de alguém ou de alguma coisa pudesse ser tão perfeita vinda de uma cuspida e um escarro. Credo. Depois dessa nunca mais usei tal expressão.

O fato é que muitas vezes usamos expressões sem saber a sua origem. O tal "feito nas coxas" do título deste post remete à época em que os escravos moldavam as telhas em suas coxas. Como cada escravo tinha uma coxa de um tamanho, as telhas ficavam desiguais, e o telhado, com um acabamento feio, mal feito, nas coxas.

Interessante, né? Achei mais várias expressões para os curiosos lá no Amigos do Livro.

Pra terminar esse post feito nas coxas deixo uma imagem do livro "Pequeno dicionário de expressões idiomáticas", dos fotógrafos Everton Ballardin e Marcelo Zocchio.


Engolir sapo

Lembra de alguma expressão interessante? Deixe pra mim no comentário.

Até a próxima.
Frô.
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terça-feira, 21 de abril de 2009

O homem de gelo

Post com duplo sentido.

O primeiro é pra comentar do Simoninha. Que tudo, hein? Além de talentosíssimo (como comentei no outro post, me acabei no último show dele e super recomendo mesmo pra quem não conhece as músicas e ainda pensa que Simoninha é uma mulher), ele é super simpático.

Imagine a cena da pessoa cara-de-madeira aqui. Eu em plena balada ontem no Grazie a Dio encontro o Simoninha no meio do corredor. Como ele "até cortou o cabelo pra causar boa impressão" eu tive que me certificar de que era ele mesmo, e depois de confirmar minha suspeita, parei e cumprimentei:

- Não é que é o Simoninha mesmo? Tudo bom? (já abraçando e beijando, lógico) Fui no seu show na semana passada e estava maravilhoso, parabéns!
- Poxa, obrigada.
- Essa é a minha amiga Renata. Ela virou sua fã depois do show e está ansiosa pra saber quando vai ter o próximo.
- Valeu, obrigada mesmo.
- Você vai dar uma canjinha pra gente hoje?
- Ainda não sei.
- Ah, canta vai. Já tem dois pedidos aqui pra você subir no palco.
- Vamos ver.

Haha. Depois dessa mini-conversa eu já comecei a me achar idiota. Ele foi super atencioso, mas imagino que ele ficou pensando que eu era louca. É que eu o conheço há muito tempo e ele já faz parte da minha vida. O detalhe é que ele nem me conhece, então acho que estranhou a minha intimidade.

Bom, deixo registrado aqui que eu adoro ele e o acho super simpático e talentoso.

Já o segundo sentido do post tem a ver comigo mesma. Sempre me achei meio durona pra relacionamentos e ultimamento tenho andado sem paciência para algumas atitudes masculinas e me considero no direito de afastar certas pessoas da minha vida quando vejo que chegou a hora, bem no estilo "homem-de-gelo" mesmo. Acho que mereço ser bem tratada e sair com alguém que não me faça sentir como um pedaço de carne em oferta pendurado naqueles ganchos de açougue. Mas, mesmo assim, ainda tenho certeza que vou encontrar alguém que vai me fazer cantar a última parte da música: "mas ela mudou, desistiu de ser solteira...".

Deixo a letra pra vocês e o link da página do Simoninha no My Space pra escutarem a música:

O homem de gelo - Wilson Simoninha
(Leleo / Max de Castro)

O homem de gelo não tem namorada
Não tem nenhum amigo
Nem telefonema
Não escreve pra ninguém
Não recebe nem recado
Só está preocupado
Em guardar seu coração

O homem de gelo está decepcionado (tão desapontado)
Não acredita nas pessoas
Nem nos filmes de cinema
Vê tv o dia inteiro
Embaixo do cobertor
Só tem um som e o quarto
Pra espantar a solidão

Mas ele mudou
Desistiu de ser solteiro
Até cortou o cabelo pra causar boa impressão
Comprou umas roupas novas
Não se esconde no banheiro
Vê o sol o dia inteiro
Pra poder se esquentar

O homem de gelo, uô ôh ôh ôh ôh
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pecinhas do quebra-cabeças da vida

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Nossa, já faz um ano que passei por aqui. Que desnaturada! Justo eu que tenho tanto o que dizer.

Hoje passei em um blog de um amigo e lembrei que o meu próprio estava abandonado. Decidi retomar. Acho que já estava na hora, vai me fazer bem.

Pensei em escrever sobre agradecimentos. Foram tantas conquistas na minha vida em tão pouco tempo que hoje eu quero só agradecer. Não só as conquistas materiais, mas agradecer a tudo, literalmente.

Vejo algumas pessoas tão presas na busca por coisas melhores (busca muito válida, não me levem a mal) que às vezes se esquecem do que acontece durante a busca: pequenos momentos, valiosos, rápidos, pecinhas de quebra-cabeças da vida.

Sempre vivo alguns desses momentos, lembro de alguns mais recentes:

- a primeira foto do meu carro novo (tudo bem, foi em um multa de velocidade que chegou pelo correio), que me fez parar pra apreciar uma de minhas conquistas;
- a coragem de cortar franja;
- as mais recentes doses de tequila com sal e limão, que regaram momentos de diversão com minhas amigas;
- as novas comunidades que tenho participado e as pessoas novas que tenho conhecido;
- as risadas que dei ontem no cinema com a minha mãe;
- ouvir de uma amiga o quanto sou importante pra ela (isso vale ouro, tenho que dizer isso algumas vezes também);
- conversar no msn com uma amiga que não vejo há anos;
- comer bisnaguinha com ovo de páscoa (pequenos prazeres);
- pular, cantar e dançar no show do Wilson Simoninha (e acordar rouca no dia seguinte);
- comprar uma calça jeans nova que veste como uma luva;
- beijo na boca (huummm);
- brincar de esconder o brinquedo da cachorra em baixo do edredon;
- etc, etc, etc.


Agradeço por esses momentos, e muitos outros. Se pararmos pra prestar atenção, temos muitos bons pequenos momentos para agradecer.

E você? Agradece pelo quê hoje?
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